
Adeus colegial, bem vinda Faculdade!
Desde pequenos nos empurram a leve obrigação de seguir uma carreira, cursar uma faculdade, "tornar-se alguém na vida" ( essa pra mim é a pior...) ou simplesmente continuar seus estudos.
Você até então leva aquela vida ( MARAVILHOSA!) de estudante medíocre e conforta-se com essa situação. Claro que, ao passar dos meses ( e a proximidade do tão temido vestibular) a pressão para a escolha do que você irá fazer - ou pelo menos pensa em fazer - pro resto da vida aumenta gradativamente. Você vive aquele clima de juventude eterna até que chega Janeiro do seu 3ºano do Ensino Médio e a sensação que você tem é que a reta final do caminho pelo qual você veio andando desde o primário terminará num abismo e o vestibular - ou melhor dizendo, sua aprovação nele - será sua asa delta.
Alguns pontos para serem repensados:
1º - "Ser alguém na vida" não está diretamente ligado ao fato de ter ( ou não...) curso superior. Muitos profissionais (tá, são poucos, mas vale o incentivo!) atingiram status e conforto profissional tendo muita persistência e auto-estima, além claro de uma boa idéia QUE VENDESSE.
2º - O Vestibular se não fosse encarado da forma errada ( no meu ponto de vista, tá bom espertinho?) seria uma barreira muito mais fácil a ser derrubada por pessoas que ainda cheiram leite na pele e já tem que decidir o que fazer - ou não - para o resto da vida.
3º - Não é por que você decidiu fazer Arquitetura que você será o próximo Niemeyer ( que aliás já está próximo do primeiro andar ) e viverá disso até que sua morte o separe da sua amada e escolhida profissão.
Mas voltando ao nosso abismo, digo que se você escolheu Arquitetura, provavelmente era daqueles que ficava desenhando no caderno nas aulas mais chatas e assim que entrava em algum lugar, imaginava-o como poderia ficar sem aquela parede ali, ou se tivesse uma janela aqui que melhorasse a ensolação ou até mesmo que pensou em fazer engenharia mas sempre detestou matemática.
Não se identificou com este perfil?! Acorda e muda de opção que ainda tá em tempo!
O meu vestibular foi um tanto confuso. A minha escolha pelo curso de Arquitetura veio da junção da minha prática ( desde pequeno) e gosto pelo desenho com o pequeno fato de ter um grande Q.I. ( Quem Indica, lerdo.) no mercado da construção civil. Estava decidido desde o primeiro ano do colegial, então com 15 anos de idade. Mais próximo ao vestibular porém eu perdi meu pai, que era o meu grande Q.I. Lógico que eu não ia mudar de decisão aos 45 do segundo tempo e lá estava eu fazendo minha inscrição para Fuvest e Mackenzie em 2007. Com 17 anos é difícil você se ver com 27, com 57 vivendo de arquitetura então é como chuva no deserto...quase impossível.
Mesmo sabendo desenhar, entrei num curso intensivo de desenho voltado para o vestibular ( Sim, pequena criança!! nós temos teste de desenho no vestibular) e dia 25/11/2007 estava eu sentado numa carteira com a temida prova da Fuvest na minha frente. Não passei da primeira fase por 2 pontos e, além disso a Fuvest deixou de ser o principal objetivo do vestibulando em arquitetura faz muito tempo ( num post futuro eu explico as razões, ok?!). No Mackenzie eu simplesmente marquei errado o dia da prova na agenda e...enfim. Já deu pra imaginar, certo?
Desanimado por estar segurando nas últimas raízes que antecedem a grande queda do tal abismo, folheando o jornal vejo que a Belas Artes ainda dispunha de vagas. E estava ali a chance de pegar minha asa delta. Depois de uma prova de múltipla escolha e teste de desenho, veio o alívio. Tinha passado e precisava fazer minha matrícula. Adeus colegial! Estava dentro de uma das melhores instituições do país até então. Escolhi período noturno para ter o dia livre para trabalho ( embora eu começasse a trabalhar apenas alguns meses depois ). E foi uma das melhores decisões dentro do curso. Se puder, faça o mesmo. Além de você aproveitar mais o dia, a classe é mais aplicada do que as turmas matutinas e vespertinas ( ÓBVIO que frequentamos bares, viajamos e nos divertimos igualmente. Mas na hora do "vamô vê" a galera da noite é mais centrada.)
Agora era apenas uma questão de tempo para me acostumar a minha nova rotina e parar pra pensar que eu estava mudando para outra etapa, deixando o cheiro de leite na pele para trás e adotando o cheiro de Malrboro e manchas de pó de grafite após as aulas...Talvez num primeiro instante, passe pela cabeça que você tenha sido salvo do abismo, mas não tem maturidade suficiente para ver que o abismo pode simplesmente não existir.
No próximo post, contarei um pouco sobre o começo das aulas e as primeiras impressões. Até lá!

Cara, que medo .-. Também quero fazer Arquitetura, tenho idéias, admiro a profissão, mas não tenho tanto talento pra desenho, embora seja a única graduação q eu tenha vontade de fazer, me da uma dica do que fazer? Valeeu
ResponderExcluireae zeh !?
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